The Brazilian People / O Povo Brasileiro

Hi guys!

Today I would like to comment on one of the most important subjects anybody can talk about Brazil. The people obviously!

I’ve been thinking in adjectives to describe in a general view the Brazilian people, but after some boring, well used ones such as nice and friendly, I decided to get deeper than this!

First, please know that I don’t mean to harm susceptibilities, and that I mean to describe some special characters that passed through me!
When I arrived in Brazil, all I could see was people sweating and wearing weird clothes, which looked even weirder with all the sweat for a days work. They didn’t smell very well, and looked like they could use a shower!
Even at the airport there was so much diversity in colour, styles, appearances and cultures that I got immediately fascinated by it. And of course, I couldn’t contain my laughter when I heard the familiar Brazilian accent from the soup operas.
Still, despite all this, I could see in almost everybody’s faces something that I could describe as a joy for life.
When I met the taxi driver all that was missing was a hug with that warm welcoming.

Until I started working, my impression didn’t change. Let’s begin with bad experiences.
For instance, I get to a coffeehouse, in Brazil called lanchonete or boteco, and I ask for a pastry (as always) and orange juice. They give you a fake smile and serve you quickly, but they are not nice.
Other situation: I went to the Federal Police to take care of the papers to make my situation in Brazil legal. You find some police with menacing faces and carrying scary guns, but when you enter everything if somewhat different. Most of the workers there are women within their 20’s or 30’s. Nobody knows where anything is, and when it finally reaches your turn, you talk to a girl that, while talking to you, is looking at her cellphone and laughing quite hysterically about a gob that some other girl from the other side of the room told her. It’s ridiculous. And by the way, down at the federal Police, they all dress extremely bad. I actually saw a girl with fluorescent pink trousers and a t-shirt with sparkling beads.
Other situation that didn’t go all that well. I was in the subway and had to recharge my card, so I went to the passenger support. The girl that handled me had huge pink nails that barely allowed her to fetch for coins, and while I was trying to explain what I wanted to do, she actually looked at me with a boring face, picked up her cellphone and literally ignored me! I got so pissed I said “Yo, I’m talking to you!”
She replied: “I’m listening!” I got more pissed! “Are you serious? You are working, I’m a customer and you are ignoring me. That’s because of people like you that this country is as it is! Now recharge my god damn card and let me get out of here!”
She didn’t say anything. Or she was incredible dumb or she didn’t understand anything that I said. I speak very fast when I’m upset.
One more situation: I went to the street market down at the region of Republic and I was simply watching a necklace (that I eventually bought), and all of sudden I have a crazy lunatic staring at me dressed as the joker! Yes, exactly as I wrote: in the middle of the street in brought daylight, there was a man dressed as joker with the smell of alcohol, with dirt on his fingers, smiling at me. Talk about a horror movie! He said “Hello”! I knew I couldn’t give the impression that I was, let me admit, scared, so I looked at him with a wicked face, like I couldn’t care less if we was trying to attack me, and he left!
Here they are some examples of crazy people around São Paulo.

But now, let me tell you about some great people.
After capoeira, I always take Beatriz home. Once we were talking and we saw a beautiful dog. We started playing with the dog and we started talking with the owner, a very nice lady. She rescued the dog from the streets. She spoke a little more but always with a smiling face and not at all disturbed with our open conversation.
People at the restaurant General always greet you with joy and even take some time to make conversation with you. They are curious about Portugal!
One woman in the market, she already knows I’m Portuguese, and every time she sees me she asks something new about my country.
As to capoeiristas that I met so far. They are great. Since the very first day they encourage you to go farther, they laugh with you, they include you in their activities and conversations, and they never ignore you. They insist that me and Beatriz have to sing “Fado” and dance “O Vira”, and they always say “See you tomorrow” with great honesty and willingness to see you again.

Oops, I got carried away again. Allow me to continue tomorrow.

See you soon.

Ana

Olá Pessoal!

Hoje gostava de fazer um comentário sobre uma das mais importantes facetas do Brasil. O povo!

Tenho estado a pensar em adjectivos para descrever o povo brasileiro em geral, mas depois de alguns aborrecidos e muito usados, como simpáticos e agradáveis, eu decidi aprofundar um pouco mais a descrição!

Primeiro, quero que saibam que não pretendo ferir susceptibilidades, antes descrever algumas personagens que se cruzaram no meu caminho!
Quando cheguei ao Brasil, só via pessoas a suar com o calor e a usar roupas estranhas, que pareciam ainda mais estranhas com o suor de todo um dia de trabalho. Não cheiravam muito bem e tinham mesmo ar de quem estava a precisar de um banho!
Mas mesmo no aeroporto havia tanta diversidade em cor, estilos, aparências e culturas que fiquei imediatamente fascinada. E claro, não pude conter o riso quando ouvi o familiar sotaque brasileiro das novelas.
Mas apesar de tudo isto, pude ver em quase toda a gente uma cara de júbilo pela vida.
Quando conheci o taxista só faltou um abraço para completar as boas-vindas.

Até começar a trabalhar, a minha impressão não mudou. Comecemos então pelas más experiências.
Por exemplo, vou a um café, também chamado de lanchonete ou boteco, e peço um pastel e um sumo de laranja. Mostram-me um sorriso falso e servem-no rapidamente, mas não são propriamente simpáticos.

Outra situação: Vou à polícia federal tratar da papelada para regularizar a minha situação no Brasil e vejo polícias com cara de mau e com armas assustadoras nas mãos, e entro no edifício e a situação é totalmente diferente. A maior parte dos funcionários são mulheres entre os 20 e os 30 anos. Ninguém sabe onde está nada, e quando finalmente chega a minha vez, dou de caras com uma rapariga que, enquanto me atende, está a olhar para o telemóvel e a rir-se como uma histérica de uma boca que uma outra rapariga lhe mandou do outro lado da sala. É ridículo. E, já agora, na Polícia Federal todos se vestem muito mal. Eu cheguei a ver uma rapariga com umas calças rosa fluorescentes e uma t-shirt com missangas brilhantes.

Outra situação que não correu assim muito bem. Estava no metro e precisava de carregar o meu cartão, então fui ao atendimento ao cliente. A rapariga que me atendeu tinha umas unhas gigantes cor de rosa que mal lhe permitiam pegar nas moedas, e enquanto lhe estava a tentar explicar o que queria, ela olhou para mim com cara de aborrecida, pegou no telemóvel e ignorou-me. Fiquei tão lixada que disse “Ei, eu estou a falar consigo!”
Ela respondeu: “Estou ouvindo!” Fiquei ainda mais lixada.
“Você está a falar a sério? Está a trabalhar, eu sou sua cliente e você está a ignorar-me. É por causa de pessoas como você que este país está como está! Agora carregue o meu cartão e deixe-me ir embora!” Ela não disse nada. Ou porque era burrinha ou porque não percebeu uma palavra do que disse. Eu falo muito depressa quando estou zangada.

Outra situação: Fui a um Mercado na zona da República e estava a admirar um colar (que acabei por comprar), e, de repente, está um lunático a olhar para mim vestido de joker! Sim, tal como escrevi: no meio da rua em plena luz do dia, estava um homem vestido de Joker, a cheirar a álcool e com terra nos dedos a rir-se para mim. Vamos falar de um filme de terror! Ele disse “Oi”! Eu sabia que não podia mostrar que estava, vou admitir, assustada, então olhei para ele com cara de má, como se não quisesse saber se ele me atacava ou não, e ele foi-se embora!
E aqui estão alguns exemplos das pessoas malucas em São Paulo.

Mas agora deixem-me falar-vos de algumas pessoas interessantes.
Depois da capoeira, levo sempre a Beatriz a casa. Uma noite estávamos na conversa e passou um cão muito bonito. Começámos logo na brincadeira com ele e metemos conversa com a dona. Ela tirou o cão da rua! Ela falou um pouco sobre a situação mas sempre com um sorriso na cara e nem de todo incomodada com a nossa conversa.
As pessoas no restaurante General sempre nos cumprimentam com alegria e gostam de meter conversa connosco. Estão curiosos em saber mais sobre Portugal!
Uma senhora no mercado, que sabe que sou portuguesa, sempre que me vê pergunta-me algo novo sobre o meu país.
Quanto aos capoeiristas que conheci até agora. São Fantásticos. Desde o primeiro dia que me encorajam a ir mais longe, riem-se comigo, incluem-me nas actividades e nas conversas, e nunca me ignoram. Insistem que eu e a Beatriz temos de cantar o Fado e dançar o Vira, e dizem sempre “Até amanhã” com honestidade e vontade de nos ver outra vez.

Opps, deixei-me levar outra vez. Permitam-me que continua amanhã.

Até breve

Ana

Just one more weekend! / Só mais um fim de semana!

Hello everybody!

Sorry for being away, but the weekend must be enjoyed with less technology as possible. At least I try. On weekends I like to go to the park, go to the cinema, anything that doesn’t involve facebook, cellphone, internet, ipad, whatever!

I spent a lovely weekend all by myself, enjoying what São Paulo has to offer.

You guys already know that my weekend starts on Friday afternoon when I leave work. I went to Capoeira, and it was a fun class! I don’t know what happened to me but nobody could stop me or take energy from me. When I got to the circle I did everything that I knew how to do and even added a few new moves. Because it was total improvisation, some of them got out quite good and everybody was quite impressed, but some others were almost scary to watch. I almost collided with my adversary, more than once, and fell a few times on my ass, back and, worst of all, head! In the end everybody was telling me I have to be calmer, analyse the situation. I have potential but I have to go into the circle more relaxed. In any case, everybody told me that I should only play with older capoeiristas, as in more experienced ones, because, apparently I’m not afraid of their cool moves!

I got a bit embarrassed. Of course I don’t want to seem like a crazy person swinging my legs and arms around a room, but how can they tell me that I have to be calmer? It’s impossible, there’s too much energy to release and I simply can’t calm down, even when my breath starts failing! But let’s forget that!

On Saturday, I’ve participated in a candy fair, and obviously I ate a lot of them, but it was fun. The accountant that works with me in AICEP has a store that sells art materials, like paintbrushes, all kinds of ink and paint, modes, and also organizes art workshops, from drawing to origami. She participated in that fair to sell material for candy design and she invited me. It was great! Her family is very simple but very friendly. I spent most of the time talking about everything and nothing, and, of course, eating lots and lots of cake, cookies, brigadeiros and every other candy that I could try. I coundn’t say no, people could have found me rude! (Fine, I’ll admit: that’s just an excuse to eat so many candy!). My favourite one was honey cake, with cinnamon and milk jam, covered in chocolate! Heaven on Earth!

After a few hours I decided to go home and cook. I caught a storm and it rained all over me. I found it awesome, too refreshing!
When I arrived at home, I turned on the music too loud to not ear myself singing, put on my apron, and started cooking a wonderful Portuguese dinner, “Bacalhau à Brás”, codfish with French fries and onions. Uou, and life makes sense again.

For the rest of the night, I decided to stay at home, it was raining too much. I realized I couldn’t spend one minute in the middle of the street without getting soaked. So I turned on my dvd and watched a movie, while drinking coca-cola and eating junk food!

My Sunday was productive as well, I walked to not loose rhythm, and went for a huge sandwich in the restaurant General, the one where I go all the time, and everybody knows the Portuguese people.

I thought about eating pastries, that taste very very very good, but then I remembered “it might not be a good idea for my health”. The lunch that I chose wasn’t much better tough, I ate French fries (again) with an omelette, tomato, onions and cheese sandwich!
The best part of the time I spent there, I saw a horrible football game, between Braga and Sporting, two Portuguese teams fighting for the Portugal Cup. The waiters thought I like football, so they turned the game on just for me. The least that I could do was watch the game. I eventually got the hang of it and looked almost like a true football fan, except for the fact that I had no idea of what was happening for the most part.
And that was it, my weekend!
Tomorrow, I would like to tell you about Brazilian People. Check out the post tomorrow.

See you!

Ana

Olá Pessoal!

Peço desculpa pelos dias sem escrever, mas o fim de semana é para ser aproveitado com o mínimo de tecnologia possível. Pelo menos eu tento. Nos fins de semana, eu gosto de ir ao parque, ir ao cinema, enfim, tudo o que não envolva facebook, telemóveis, internet, ipad, etc!

Passei um bom fim de semana sozinha, a aproveitar o que São Paulo tem para dar.

Vocês já sabem que o meu fim de semana começa à sexta quando saio do trabalho. Fui à Capoeira e foi super divertido! Mas não faço ideia do que é que se passou comigo, ninguém me conseguia parar ou tirar energia. Quando entrei na Roda fiz tudo o que sabia fazer e ainda adicionei uma movimentos novos. Porque foi completa improvisação, alguns dos movimentos até saíram muito bem e todos ficaram muito impressionados, mas os outros chegaram a ser algo assustador de se observar. Quase colidi com o adversário, mais do que uma vez, e caí algumas vezes de rabo, de costas e, a pior de todas, de cabeça! No fim, todos me diziam que eu tinha de ser mais calma e analisar a situação. Eu tenho potencial, mas que tenho de entrar na Roda mais relaxada. De qualquer das formas, todos me disseram que eu devia jogar só com capoeiristas mais velhos, pessoais mais experientes, porque, aparentemente eu não tenho medo dos seus movimentos ousados!

Fiquei cheia de vergonha. Claro que eu não quero parecer uma maluca a baloiçar os braços e as pernas pela sala, mas como é que eles me dizem para estar mais calma? É impossível, há demasiada energia para libertar e tenho muitas dificuldades em acalmar-me, mesmo quando a minha respiração começa a falhar! Mas vamos esquecer isto!

No sábado, participei numa feira de doces, e obviamente fartei-me de comer, e diverti-me imenso. A contabilista que trabalha comigo na AICEP tem uma loja que vende material de artes, como pincéis, todos os tipos de tinta, formas, e também organiza workshops de arte desde desenho a origami. Ela participou naquela feira para vender material de moldagem de doces, e convidou-me. Foi fantástico! A família dela é muito simples mas muito simpática. Passei grande parte do tempo a falar de tudo e mais alguma coisa e, claro, a comer bolos, bolachas, brigadeiros e qualquer outro doce que passasse pela minha frente. Não os podia recusar, as pessoas poderiam achar que estava a ser rude! (Ok, eu admito: é só uma desculpa para comer tanto doce!) O meu preferido foi um bolo de mel com canela e doce de leite no meio, coberto de chocolate! O Céu na Terra!

Depois de algumas horas, decidi ir para casa e cozinhar. Apanhei uma tempestade e começou a chover imenso. Foi altamente, e refrescante!
Quando cheguei a casa, pus a música suficientemente alto para não ouvir a minha voz desafinada, pus o avental e comecei a cozinhar um prato português, Bacalhau à Brás, bacalhau com batatas fritas e cebola. Uau, e a vida faz outra vez sentido.

O resto da noite, decidi ficar por casa, estava a chover demasiado. Apercebi-me que não iria passar um minuto na rua sem ficar absolutamente encharcada. Então, liguei o DVD e vi um filme, enquanto bebia coca-cola e comia gomas!

O meu domingo também foi muito produtivo, caminhei para não perder o ritmo, e fui comer uma sanduíche enorme ao General, aquele restaurante onde vou sempre, e onde todos conhecem os portugueses.

Pensei em comer pastéis, que sabem mesmo mesmo mesmo bem, mas depois lembrei-me “não deve ser assim muito bom para a minha saúde”. O almoço que escolhi não era muito melhor, comi batatas fritas (outra vez) com uma sanduíche de omelete, tomate, cebola e queijo!
A melhor parte do tempo que lá passei foi ter visto um jogo de futebol horroroso, entre o Braga e o Sporting, duas equipas portuguesas a disputarem a Taça de Portugal. Os empregados pensaram que eu gosto de futebol, então puseram o jogo a dar na televisão só para mim. O mínimo que podia fazer era ver o jogo. Lá me dediquei um pouco àquilo e quase parecia uma verdadeira fan de futebol, excepto pelo facto de não perceber o que se estava a passar durante a maior parte do jogo.
E foi este o meu fim de semana!
Amanhã, gostava de falar-vos um pouco do povo Brasileiro. Vejam o post amanhã.

Até breve!

Ana