Snow Slide / Slide de neve

I had a dream once upon a time. Nothing compared to a Martin Luther King’s dream, but still a dream. It started with a simple invitation to, someday, accompany someone for some sport in the snow. My aunt, who was always fortunate to go skiing with her family and friends, saw my enthusiasm and promised me that someday I would go with her. 20 years or so had passed and finally that promise was fulfilled by mere luck.

For years I had this crazy dream of trying to slide down the snow like a real pro, but not by skiing, but by snowboarding. I have no idea when I decided that I liked snowboarding better than skiing, but it has been like this ever since I can remember, and when the chance came, I didn’t care when, how long, how much, where and whatever, I said yes, and repeated to myself a thousand times absolutely yes.

To be concrete it was 7 days of journey, 3 days in Sierra Nevada in Spain, and 2 whole days of snowboarding. Why two days? I consider myself a lucky person, but not during that specific week, for most of the time it was raining or we faced a disorienting, dangerous fog around us.

But no matter; I’m here to tell you about my experience that it’s worth telling you about. The days were too intensive and I will definitely take some more time next year to repeat the experience.

The real challenge began just when I arrived to Sierra Nevada. I had never been in a “ski resort” so I had no idea what I had to do, or where I had to go. Fortunately, the people that came with me had done this a thousand times already. So the first thing we had to do was to pick up the equipment. Easy, I thought to myself. Not really! Apparently I’m a 25 in snowboard footwear, and the boots are so heavy and stiff that I could barely walk without having the feeling of falling to the ground at any second. The inclination of the boots didn’t actually allow me to stretch my legs completely. With my lovely clothes, I looked like a very cute green stuffed animal.

Now the board. White and purple, not my favourite colours, but I kind of adapted to it quite easily. Carry it was just a bit more complicated than I thought, but I learned it also.

I took a 2 hour class of snowboarding, which is not very impressive, but I had only 3 days, and I did it just to get the hang of the sport, and sometime next year I take some more classes.

I felt like the biggest star on the planet when I stuck my feet in the board and… could stand up! There I was completely excited to start and I couldn’t get up even after a few tries. My instructor helped me. Holding his hands and standing up on my board, I had the first sensation of snowboarding sliding on the snow. It was awesome, but everything just got much more complicated when I was left by myself. Apparently I have a tendency to speed up and not (so) many knowledge to stop.

“How the hell do I stop???!!!!” This was what I had stuck in my head as I was sliding down a not so much steep slope. You lose your concentration for a fraction of a second and relax your muscles and you fall. Falls were my two hour class with some moments of glory. I mean, fell on my ass hundreds of time, back, head (thank god I had a very cool helmet), hands, chest, knees, you name it. And the most embarrassing part was that I didn’t fall alone. A lot of newbies were taking classes as well, so we collided quite a lot. Sometimes I was lucky and I only fell on a person, but I remember one time of getting some really hard time turning the board to the point of falling on four or five people that were standing track listening to their instructor.

I like to think of myself in these situations, and looking back I felt like a cartoon character. I collided making strange sounds and, completely crashed on the snow with something hurting, I raised my hand and a bit of my head, smiled that nothing of it was my fault and said in a funny tone “Everybody ok? I’m ok!”, only to continued laying down on the snow for just a few more seconds of resting.

You guys have no idea how hard, physically, snowboarding is. Your legs start burning like crazy, but you cannot let them relax otherwise you have another extraordinary and clownish fall, and the bigger the inclination is, the bigger you roll up like a ball.

As I said already, I wasn’t able to get up that easy, but as hours run out I found the perfect way to get up. It implicated that I rolled my board with my feet still stuck in it and getting up on my knees. To continue sliding I would have to turn the board, that most of the time meant that I would fall on my ass once again. But for just seconds of that effort, I got incredible hulk strength in my arms, abs and legs! Rock on!

Anyway, this post is getting big so I will continue next time, but I should just tell you now that it was impossible not to look at my ass, not for its hotness, but for the fact of, falling hard too many times to the point of carving a hole on the snow, my stylish snowboard pants had this huge wet circle. I didn’t take a picture though, to my greatest regret. But there’s still more next year! Hum…

I hope you guys liked it.

I’ll see you soon.

Ana

Eu tinha um sonho. Nada comparado com o sonho de Martin Luther King, mas era na mesma um sonho. Começou com um simples convite para um dia acompanhar alguém para praticar um desporto na neve. A minha tia, que teve sempre a sorte de poder fazer ski com a família e amigos, viu o meu entusiasmo e prometeu-me que, um dia, eu ia com ela. Mais ou menos 20 anos passaram e finalmente essa promessa foi cumprida por mera sorte.

Durante anos eu tive este sonho de deslizar pela neve como um profissional, não com ski, mas com snowboard. Não tenho de ideia de quando decidi que snowboard era melhor do que ski, mas tem sido sempre assim desde que me lembro, e quando a oportunidade veio, não quis saber de quando, por quanto tempo, custos, onde ou o que quer que fosse, eu disse que sim e repeti-o para mim mesma milhentas vezes.

Para ser concreta, foram 7 dias de viagem, 3 dias em Sierra Nevada, Espanha, e dois dias de snowboard. Porquê só dois dias? Eu considero-me uma pessoa com sorte, mas não durante aquela semana, pois a maior parte do tempo estava a chover ou um nevoeiro desorientador e perigoso à nossa volta.

Mas não faz mal. Estou aqui para vos contar uma experiência que vale a pena contar. Os dias foram intensivos e fizeram com que queira experimentar mais para o próximo ano.

O derradeiro desafio começou quando cheguei a Serra Nevada. Nunca tinha estado numa estância de ski, então não fazia ideia do que tinha de fazer ou para onde tinha de ir. Felizmente, as pessoas que foram comigo já tinham feito aquilo imensas vezes. Então primeiro tínhamos de ir buscar o equipamento. Fácil, pensei para mim. Nem por isso! Parece que sou um 25 de botas de snowboard, que são tão pesadas e duras que mal podia andar sem a sensação de que a qualquer segundo ia cair. A inclinação das botas não me permitia esticar completamente as pernas. Juntamente com a minha roupa encantadora, eu parecia um urso de peluche verde e fofo.

Agora a prancha. Branca e roxa, não são as minhas cores preferidas, mas adaptei-me bem a ela. Carregá-la é que já foi um pouco mais complicado, mas lá consegui. Tive uma aula de snowboard de 2 horas, o que não é lá muito impressionante, mas como só tinha três dias, só queria mesmo ter as bases do desporto. Para o ano tenho mais aulas.

Senti-me a maior estrela do planeta quando prendi os pés à prancha e… não me consegui levantar. Lá estava eu completamente entusiasmada para começar e não me conseguia levantar, nem mesmo depois de várias tentativas. O Instrutor ajudou-me. Com ele a segurar-me as mãos e eu em pé na prancha, tive a primeira sensação de deslizar na neve. Foi altamente, mas tudo ficou bem mais complicado quando fui deixada a fazer as coisas sozinha. Parece que tenho uma tendência para acelerar e pouco conhecimento para parar.

“Como raio é que eu paro???!!!” Era o que tinha na minha cabeça enquanto surfava pela encosta não muito inclinada. Se se perde a concentração por uma fracção de segundo, relaxa-se os músculos e cai-se. Quedas foram as duas horas de aula com alguns momentos de glória. Tenho a dizer que caí de cu centenas de vezes, de costas, de cabeça (ainda bem que estava com um capacete todo fixe), de mãos, de peito, de joelhos, de tudo basicamente. Mas a parte vergonhosa da coisa é que eu não caía sozinha. Havia muitos novatos a ter aulas, então passávamos a vida a colidir uns com os outros. Às vezes tinha sorte e só ia contra uma pessoa, mas lembro-me de uma vez de ter muita dificuldade em virar a prancha e acabei por cair e arrastar 4 ou cinco pessoas comigo que estavam na pista e ouvir o instrutor.

Eu gosto de pensar na minha figura nestas alturas, e recordando o momento, senti-me como um desenho animado. Ao colidir, emiti um som estranho e, completamente estatelada na neve com alguma parte do corpo a doer, levantei a mão e um pouco da minha cabeça e disse num todo engraçado “Está tudo bem com vocês? Eu estou bem!”, e continuei deitada na neve para ter mais uns segundos de descanso.

Vocês não fazem ideia do quão difícil, fisicamente, o snowboard é. As pernas começam a arder de esforço, mas não podemos relaxá-las, caso contrário temos outra extraordinária e patética queda, e quanto maior a inclinação, mais enrola como uma bola.

Tal como já disse, não era capaz de me levantar à primeira, mas com o passar das horas consegui arranjar uma boa maneira de o fazer. Implicava que rodasse a prancha com os pés ainda presos nela e levantar-me de joelhos. Para continuar a deslizar tinha de virar a prancha, o que a maior parte das vezes queria dizer que ia parar ao chão novamente. Mas só por aqueles segundos de esforço ganhei a força incrível do Hulk em braços, abdominais e pernas! Altamente!

Bem, este post já está a ficar um pouco comprido, portanto continuo num próximo post. Mas devo dizer-vos que era impossível não olhar para a minha traseira, não pela sua sexidez, mas pelas grandes quedas que dava que faziam um buraco na neve, que puseram nas minhas calças de snowboard todas estilosas um grande círculo encharcado. Não tirei fotografias, infelizmente. Mas da próxima pode ser que possa tirar! Hum…

Espero que tenham gostado.

Até breve.

Ana

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anavingada

I'm dreamer and a writer. Changing the world is my greatest ambition. I studied International Relations and I love everything related to the environment and animal species. I never miss a chance to travel feel the adrenaline of trying on new things. Dancing is my hobby and Capoeira is my passion. Chocolate and movies are my addictions. Life is a challenge! "Laughter is timeless, imagination has no age, and dreams are forever." Walt Disney

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