Viagem ao Brasil: Está tudo diferente mas igual! (Dia 2) / Trip to Brazil: Everything is different but the same (Day 2)

Olá! Peço desculpa pela minha ausência!

O Segundo dia da minha segunda visita ao Brasil foi o que teve mais impacto, naturalmente!

Acordei na cama da Maryhelen com a sensação de ter dormido demais. Olhei para o relógio e passei-me! Eram 11 da manhã. Eu tinha um almoço surpresa para ir e ainda tinha muita coisa para fazer. Tomei um banho rápido, pus umas calças e uma t-shirt, atirei as minhas coisas para a mochila e saí de casa.

Assim que saí de casa pensei em voltar para trocar de roupa, pois estavam 30 graus lá fora, muito calor para quem estava a morrer de frio só 12 horas antes! Não tinha tempo de qualquer das formas, então peguei no meu papel com as direcções e fui procurar um banco e a paragem de autocarro. Não é surpresa para ninguém, não fazia ideia de onde estava, então tive de perguntar. Como não usei o meu sotaque brasileiro demorou algum tempo para as pessoas entenderem o que estava a dizer. Mas lá acabei por encontrar um banco, levantei uns reais e fui para a paragem.

Escolhi o autocarro que parava na Avenida Rebouças, com a qual estou bem familiarizada. A minha viagem foi uma surpresa. Vemos as pessoas, as ruas, e compreendemos partes da sua cultura, mas achei tudo aquilo familiar. Senti-me em casa, para ser sincera.

Saí do autocarro no cruzamento da Avenida Rebouças com a Avenida Brasil. Durante 6 meses eu passava lá todos os dias. Que sensação maravilhosa. Atravessei a rua, deparei-me com o painel eléctrico e fiquei muito confusa. Estavam lá marcadas 10 da manhã mas no meu relógio era meio-dia. Aparentemente esqueci-me de mudar as horas e andei a correr sem necessidade. Então, ainda tinha muito tempo até ao almoço.

Tomei o caminho até ao Consulado mas virei à esquerda um pouco antes para ir até à rua onde normalmente almoçava com o pessoal do trabalhão.

Decidi sentar-me num Lanchonete e pedir um valente sumo de laranja e um grande pastel! Tirei o meu livro, estou a ler a Guerra dos Tronos, e tirei uma horinha para aproveitar a minha comida e minha leitura.

Quando chegou o meu dia brasileiro voltei ao Consulado, outra grande supressa. Apresentei-me na recepção para pedir permissão para entrar na AICEP e toda a gente me reconheceu. Que altamente, não é? Fiquei mesmo contente por toda a gente me ter saudado com um grande sorriso e perguntado que era de mim. Tomei o meu tempo para dizer olá a todos. O meu dia estava completo só por esta recepção.

Entrei no edifício e apreciei. A AICEP fez algumas remodelações, então estava tudo um pouco diferente. Subi as escadas e a primeira pessoa que vi foi a Valéria, a assistente do boss, igualzinha e sempre com um sorriso na cara. Era a única que estava no momento no escritório. A Carolina estava de férias, o Luís estava no hospital doente, o Carlos estava fora em negócios e a Marianne tinha ido às compras, mas voltaria em breve.

Então, passei as seguintes 5 horas no escritório na conversa com a Valéria e com a Marianne. Tínhamos muito para conversar pois tinha passado muito tempo. Foi muito bom, não tenho palavras para descrever. Foi também altamente ver a cara da Marianne quando lhe dei o molho de francesinha e as castanhas portuguesas.

Mas o tempo estava a passar então eu prometi voltar no meu último dia em São Paulo.

Fui a pé até Pinheiros, uma caminhada que conheço de trás para a frente, e que adoro. Escolhi seguir pela Rua de Pinheiros, onde encontrei tudo exatamente igual. No fim da rua estava o Futurama. Eu entrei para comprar os meus rebuçados de iogurte. O que é triste é que só tinha um pacote, então prometi a mim mesma que iria voltar noutro dia por mais. Entretanto recebi uma mensagem para ir ter com a Maryhelen.

Encontrei-a à porta da Academia de Capoeira. Tudo exactamente igual mas diferente. Subi as tão conhecidas escadas e vi bons amigos. Cumprimentei-os como se nenhum dia tivesse passado sem os ver e juntei-me a eles para comer qualquer coisa no nosso lanchonete preferido, o Rei de Pinheiros. A melhor parte foi ver outra vez o mestre Flávio. Igualzinho, foi mesmo fixe voltar a vê-lo. Depois de alguma conversa finalmente chegou a altura da Capoeira!

Entrei novamente na academia, pus as minhas calças brancas, a minha corda branda, e a minha t-shirt do grupo Senzala de São Paulo e preparei-me para o treino. A hora aproximava-se e todos vieram. Abracei os meus grandes amigos e ri-me como uma maluca, pois sentia-me completamente em casa. Dei também a mota ao Miguel, que adorou. Sinceramente, não preciso de muito para além do sorriso daquela criança para ser feliz.

Jogámos muita capoeira, e dançámos jongo. Estava cansada mas muito feliz de ter decidido vir ao Brasil. E foi isso. Acabei o meu dia numa conversa agradável com a Maryhelen, que me aceitou em casa dela durante aquela semana.

Até breve, continuo com o dia 3.

Ana

Hello! Sorry I’ve been away!

My second day on my second time in Brazil was the one that had the most impact on me, naturally!

I woke up on Mary’s bed thinking that I slept too much. I looked at the time and freaked out! It was 11 o’clock in the morning. I had a surprised lunch to go to and I still had a lot to do. I took a quick bath, put on some pants and a t-shirt, put my things in my backpack and got out of the house.

As soon as I left the house I thought about going back and change clothes again, for it was 30 degrees outside, a lot of heat for someone who just 12 hours earlier was freezing from cold! I didn’t have time anyway, so I picked up my direction paper and went to find a bank and my bus stop. No surprise here, I had no idea where I was, so I had to ask. I didn’t use my Brazilian accent so it took some time for people to understand me. But eventually I found the bank and took some Reais to pay for my bus ride.

I chose the bus that would stop in Avenida Rebouças, the one that I’m very acquainted with. My bus ride was quite surprising. You see the people, the streets, you understand some part of their culture, but I also found how familiar I was with it all. I found myself at home, to be truthful.

I got out of the bus in the crossroad between Avenida Rebouças and Avenida Brazil. For 6 months I passed there every day. What a wonderful feeling. I waited to cross the street and saw an electric panel with the time and became extremely confused. It was marked 10 a.m.. In my clock was noon. Apparently I forgot to change my own clock, and freaked out without any necessity. So, after all, I still had some time before going to my surprise lunch.

I took my usual walk to the Consulate, but turned left a few streets earlier and went to the street where I usually had lunch with my co-workers.

I decided to sit down in a Lanchonete and ask for some good orange juice and a huge pastry! I took my book out, I’m reading Game of Thrones, and took an hour to enjoy my food and my reading.

Around Brazilian noon, I got up and went to the Consulate. What a huge surprise it was. I presented myself at the gate to ask permission to go to AICEP and everybody recognized me. How awesome is this? I was extremely happy that everybody greeted me with a smile and asked how I was. I took the time to say hello to everyone. My day was complete only with this wonderful greeting.

I entered the building and looked around. AICEP made some renovations so everything was a bit different. I climbed the stairs and the first person I saw was Valéria, the boss assistant, exactly the same and always with a smile on her face. She was the only one in the office at that moment. Carolina was vacation, Luís was sick in the hospital, Carlos was away on business, and Marianne was shopping, she would be back very soon.

So, I stayed the next 5 hours in the office just talking with Valéria and Marianne. We had a lot to talk about for too much time had passed. It was great, I don’t have words. It was pretty awesome to see Marianne’s face when I gave her a bottle of Francesinha sauce and Portuguese chestnuts.

But time was running out so I promised to come back on my last day in São Paulo.

I walked to Pinheiros, a walk that I knew back and forward, and that I love. I chose to go through Rua de Pinheiros, all the way to find that everything was exactly the same. On the end of the street was Futurama. I walked in to buy my yogurt candy. Sad thing to say that there was only one package! I bought it and promised to come back for more! Then I received a message from Maryhelen to come and see her.

I found her in front of the academy of Capoeira, where I started. Everything exactly the same, but different, I knew that place very well. I climbed the so known stairs and saw some good friends. I greeted them like as if not one day had passed and joined them to eat something in our favourite Lanchonete, Rei de Pinheiros. But the greatest of all was to see the master Flávio. He is exactly the same, but it was completely fantastic to see him again. We spent some time there talking and them it was finally time for Capoeira!

I walked again on the academy, put my white pants, my white rope, and my t-shit of the Senzala Group of São Paulo, and prepared for some training. The hour approached and everybody came. I hugged my greatest friends and smiled like a crazy person, because I completely felt at home. I also gave Miguel his motorcycle, and he loved it. I sincerely don’t need much besides a smile on that child’s face to be happy.

We played a lot of Capoeira, and danced some jongo. I was tired but extremely happy to come to Brazil again. That’s it. My day ended talking happily with Maryhelen, who kindly accepted me at her home for the week.

See you. I will continue with day 3.

Ana

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anavingada

I'm dreamer and a writer. Changing the world is my greatest ambition. I studied International Relations and I love everything related to the environment and animal species. I never miss a chance to travel feel the adrenaline of trying on new things. Dancing is my hobby and Capoeira is my passion. Chocolate and movies are my addictions. Life is a challenge! "Laughter is timeless, imagination has no age, and dreams are forever." Walt Disney

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