Viagem ao Brasil:novas memórias (dia3) / Trip to Brazil: new memories (day3)

Olá a todos!

É inevitável: Sou uma mulher muito ocupada! Peço mais uma vez desculpa pela minha ausência, mas anda muita coisa a acontecer por aqui.

Vou contar-vos tudo assim que acabar as minhas histórias da última viagem ao Brasil, que ainda tem em falta 5 dias. Mas não faz mal, vou fazê-lo, de preferência mais rapidamente do que no último post.

Então, que aconteceu no meu terceiro dia no Brasil, mais concretamente a 10 de Dezembro de 2015? Bem, posso começar por dizer que das velhas memórias, criei novas, mais completas e mais divertidas.

Levantei-me mais uma vez numa manhã lindíssima, tomei um banho de água gelada para arrefecer e sair de casa da Mary. Desta vez fui directa à paragem de autocarro, e desta vez fui inteligente o suficiente para sair com uns calções e uma t-shirt branca para que o calor não me afectasse muito. Estava enganada. Obviamente que foi melhor escolha do que umas calças apertadas mas estava mesmo muito calor. O bom disto é que bebi muita água, pois eu não sou o género de pessoa que faz exactamente aquilo que o médico lhe diz acerca de beber dois litros de água por dia. Naquela altura bebia à volta de dois copos por dia e era mais do que suficiente. Decidi mudar e agora bebo quase dois litros de água por dia, dependendo da quantidade de exercício que faço. Mas vamos avançar da conversa da água.

Apanhei o autocarro e desfrutei da viagem. Saí na Faria Lima, porque gosto mesmo daquela rua e fui até ao centro de metro. Apesar do que se diz, o metro de São Paulo até é agradável quando não em hora de ponta. Estava com fome e tive a grande ideia de revisitar a Liberdade, o bairro japonês da cidade, e comer num sítio altamente que experimentei na altura do Inov Contacto. Estava mesmo ansiosa mas foi tudo por água abaixo quando cheguei ao local e estava fechado com um grande portão vermelho a barrar-me a entrada. Andei por ali às voltas à procura de um local parecido sem sucesso. Fiquei tão desapontada que desisti e fui ao McDonalds. Peço desculpa! Se vos faz sentir melhor, eu não gosto muito do McDonalds. Só como quando estou cheia de fome e não arranjo nada na zona. Comi um pequeno hambúrguer sem nada lá dentro e fiquei imediatamente aborrecida pelo facto de não haver barracas na rua a vender pastéis.

Depois fui à Catedral da Sé. Fui uma vez num domingo de chuva à tarde e detestei. Tudo cinzento e miserável, então não repeti a visita. Desta vez decidi dar uma nova oportunidade e mudei de ideias. Vi a catedral numa quinta de sol à tarde, e achei-a bonita. Continua a ser o local da Cracolândia, e continua-se a ver muitas pessoas com necessidades, o que é algo que tem de mudar no Brasil (não estou a dizer para se livrarem dos pobres, mas antes tomar medidas para combater a fome e as drogas e promover o emprego e apoios sociais), mas existe vida. Algo que admiro mesmo muito no Brasil é o facto de as pessoas não precisarem de muito, são felizes, e cantam e dançam, quase como num filme da Disney, com toques de realidade.

Deixei a praça iluminada para circular nas ruas e observar. É a zona do comércio e as pessoas vendem de tudo. Por distracção ou não, acabei em frente à porta de uma pastelaria portuguesa famosa “Casa Mathilde” e decidi entrar. Os bolos são bons lá, posso dizer. Comi um bolo de arroz pois não sou grande fã do pastel de nata e li por um bocado. Como estava muito calor, aproveitei para arrefecer novamente.

Outra curiosidade sobre São Paulo: de repente o sol desapareceu e o céu ficou cinzento! Que bom! Tomei a oportunidade para sair e ir a pé até à República para visitar mais uma vez o Teatro Municipal. Pensava que estava fechado, mas uma senhora indicou-me que havia visita marcada para as 17h, só tinha de dar o meu nome e nacionalidade. Fixe. Esperei por uma hora, a caminhar pelas ruas, e finalmente chegou a hora de visitar o teatro.

A visita foi dada por uma investigadora universitária que nos deu uma lição de história muito interessante. Sabiam que o Teatro é uma versão mais pequena e menos requintada da Ópera de Paris, a que inspirou o fantástico romance de Gaston Leroux, o Fantasma da Ópera? Ouvi isto e a minha visita valeu a pena. Mas há mais. Na altura em que foi construído, o Teatro estava na parte mais alta da cidade, um ponto estratégico, onde quase todos o podiam ver. A alta sociedade brasileira reunia-se no Teatro para admirar a arte da aristocracia Europeia, como o ballet. Agora, o Teatro está aberto a todos e a qualquer forma de arte, mas no século XX as entradas eram separadas de acordo com a classe social. Até hoje, os camarotes principais não estão à venda, são apenas para convidados especiais. Altamente! Para outros detalhes, têm de visitar o Teatro!

Era altura de ir embora e ir para a Capoeira. Quando cheguei apercebi-me que era hora de ponta. Demorei mais tempo do que era suposto mas cheguei.

Mais uma vez na Academia, mudei de roupa e preparei-me para mais um treino! Para além do aquecimento, treinámos movimentos rodados de alta velocidade, difíceis, perigosos, mas de pura adrenalina; depois treinámos Jogo de dentro, que mata os joelhos e leva anos de treino para ser feito em condições; e, para terminar em estilo, fizemos o puxar da rede. É uma dança tradicional recuperada e praticada na Capoeira pata não se perder nas mudanças do mundo contemporâneo. Cantei, aprendi o ritmo no atabaque, puxei a rede, dancei e agradeci aos deuses pelo peixe (a sério!). Gostava mesmo de vos descrever estes movimentos com precisão, mas é impossível. Devem ver: este é um vídeo de exemplo, apresentado pelo mestre Toni Vargas.

Puxar da Rede – Mestre Toni Vargas, Senzala

Depois do treino juntámo-nos num lanchonete para jantar e conviver. Foi muito bom estar junto daquela gente como se nenhum dia tivesse passado. Por volta da meia-noite eu e a Mary fomos para casa. No dia seguinte a Capoeiragem ia começar, e é aí que o meu próximo post vai também começar.

Portanto, até breve!

Ana

P.S.: Decidi mudar o nome do Blog! Infelizmente não estou em São Paulo, mas quero continuar a contar-vos as aventuras…

Hello everyone!

It seems inevitable: I’m a very busy woman! I do apologise once again for my absence but a lot has been going on around here.

I will tell you all about that after I finish telling you about my last trip to Brazil, which still has 5 days to go. But no matter, I will do it, preferably quicker than my last post.

So, what happened on my third day in Brazil, More precisely, the 10th December 2015? Well, let’s just say that from old memories, I created new ones, more complete, more fun even.

So I got up once again in a beautiful morning, took a shower of freezing water to cool down and got out of Mary’s house. This time I went straight to the bus stop, and this time I was clever enough to put on some shorts and a white t-shirt so that the heat wouldn’t get much to me. I was wrong still. It was much better than using some tight pants, but it was still very hot. The good thing about it is that I actually drank water, for I’m not the kind of person that does exactly what the doctor tells you to do about drinking 2 litters of water per day. On that time I drank just about two glasses a day and it was fine by me. I decided to change and right now I drink almost two litters of water per day, depending on how much exercise I do. Let’s move on from water business.

I caught my lovely bus and enjoyed the ride. I got out on Faria Lima, because I truly like that street and decided to go to the centre by metro. Despite it all, the metro of São Paulo is quite agreeable not in rush hours. I was hungry for lunch and had this crazy idea of revisiting Liberty, the Japanese part of town and eat on a wonderful place that I tried during Inov Contacto. I was looking forward to it but my eagerness got flushed down the toiled when I arrived at the place and it was closed with a huge red gate barring my entrance. I walked around for a while trying to find some kind of replacement, but after a while I was so disappointed that I gave up and went to McDonalds. Sorry guys! Still, if it makes you feel better, I don’t really like McDonalds. I only eat it when I’m very hungry and desperate for not finding nothing around the area. I ate the small hamburger with nothing in it and immediately became upset for Liberty not having a place on the street that would sell pastries.

Then, I went to see the Sé Cathedral. I went there once in a Sunday rainy afternoon and hated it. Everything was gray and miserable so I didn’t repeat the visit. This time I decided to give it another chance and changed my mind. I saw the cathedral in a Thursday sunny afternoon, and found it quite beautiful. It is still the place of Crackland, and we see a lot of people in need around, which is something that must change in Brazil (I not saying to get rid of the poor, but rather take measures to fight starvation, drug addiction, and promote employment and social care), but still there is life. One thing that I definitely love is Brazil is the fact that people don’t need much, they are happy, and they sing and dance, almost like in a Disney movie, but with touches of reality.

I left that sunny place to walk around in the streets and just observe. It is the part of São Paulo for trade, and people sell everything. Distraction or not, and ended up in front of a famous Portuguese bakery “Casa Mathilde” and decided to get in. The cakes are good there, I must tell you. I ate a rice cake, because I’m not a fan of the traditional pastel de nata and read for a while. It was too much hot for me on the outside, so I waited for a while to cool down once again.

Another thing about São Paulo: all of sudden the sun disappeared and the sky turned grey! How nice! I took the opportunity to go out and walk to the Republic and go and visit once again the Municipal Theatre. I thought it was closed, but a lovely lady told me that a visit was scheduled for 17h, and all I had to do was to give my name and nationality. Cool. I waited for an hour, walking around the streets, enjoying the view and finally came the hour to visit the theatre.

The tour was guided by a young university researcher that gave us a history lesson extremely interesting. Do you know that the Theatre is actually a smaller, less rich version of the Opera of Paris, the one that inspired that fantastic novel of Gaston Leroux, the Phantom of the Opera?  Well, I heard that and my visit was completely worth it. But there is more. By the time it was built, the theatre was in the highest part of town, in a strategic point, where almost everybody could see it. The Brazilian high society got together in the theatre to admire the aristocratic arts of Europe, such as ballet. Now, the theatre allows everybody to see it and all kinds of arts, but in the XX century the entrances were separated according to class. To this day, the main boxes are not for sell, only for special guests. Awesome! Any other details are given when you visit!

Then it was time to leave. I went to metro to go to Capoeira, only to find it in rush hour. It took a while to arrive, but still I did it.

Once again in the academy, I changed clothes and prepared for one more training! Besides the usual warm up, we trained round moves in high velocity, difficult, dangerous, but pure adrenaline; Then we trained Jogo de dentro (inside game), that  kills the knees, and takes years of training to do it right; and, to finish in great style, we did the puxar da rede, that translates to pull the net. It is a traditional dance recovered and practiced in Capoeira, to not get lost in the changes of the contemporary world. I sang, I learned the rhythm in the atabaque, I pulled the net, danced, and thanked the gods for the fish (I’m serious!). I would sincerely like to describe it to you more accurately but it is impossible. You should see it: this video is just an example, presented by master Toni Vargas.

Puxar da Rede – Senzala, Mestre Toni Vargas

After trainng we got together in a dinner to eat and just hang around. It was pretty cool to get together with them just as if no other day had passed. Around midnight Mary and I went home. On the next day Capoeiragem would begin, and that’s is where my next blog will begin as well.

So, I’ll see you soon!

Ana

P.S.: I decided to change my blog’s name! Unfortunately I’m not in São Paulo any more, and I want to tell you about my adventures…

 

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Viagem ao Brasil: Está tudo diferente mas igual! (Dia 2) / Trip to Brazil: Everything is different but the same (Day 2)

Olá! Peço desculpa pela minha ausência!

O Segundo dia da minha segunda visita ao Brasil foi o que teve mais impacto, naturalmente!

Acordei na cama da Maryhelen com a sensação de ter dormido demais. Olhei para o relógio e passei-me! Eram 11 da manhã. Eu tinha um almoço surpresa para ir e ainda tinha muita coisa para fazer. Tomei um banho rápido, pus umas calças e uma t-shirt, atirei as minhas coisas para a mochila e saí de casa.

Assim que saí de casa pensei em voltar para trocar de roupa, pois estavam 30 graus lá fora, muito calor para quem estava a morrer de frio só 12 horas antes! Não tinha tempo de qualquer das formas, então peguei no meu papel com as direcções e fui procurar um banco e a paragem de autocarro. Não é surpresa para ninguém, não fazia ideia de onde estava, então tive de perguntar. Como não usei o meu sotaque brasileiro demorou algum tempo para as pessoas entenderem o que estava a dizer. Mas lá acabei por encontrar um banco, levantei uns reais e fui para a paragem.

Escolhi o autocarro que parava na Avenida Rebouças, com a qual estou bem familiarizada. A minha viagem foi uma surpresa. Vemos as pessoas, as ruas, e compreendemos partes da sua cultura, mas achei tudo aquilo familiar. Senti-me em casa, para ser sincera.

Saí do autocarro no cruzamento da Avenida Rebouças com a Avenida Brasil. Durante 6 meses eu passava lá todos os dias. Que sensação maravilhosa. Atravessei a rua, deparei-me com o painel eléctrico e fiquei muito confusa. Estavam lá marcadas 10 da manhã mas no meu relógio era meio-dia. Aparentemente esqueci-me de mudar as horas e andei a correr sem necessidade. Então, ainda tinha muito tempo até ao almoço.

Tomei o caminho até ao Consulado mas virei à esquerda um pouco antes para ir até à rua onde normalmente almoçava com o pessoal do trabalhão.

Decidi sentar-me num Lanchonete e pedir um valente sumo de laranja e um grande pastel! Tirei o meu livro, estou a ler a Guerra dos Tronos, e tirei uma horinha para aproveitar a minha comida e minha leitura.

Quando chegou o meu dia brasileiro voltei ao Consulado, outra grande supressa. Apresentei-me na recepção para pedir permissão para entrar na AICEP e toda a gente me reconheceu. Que altamente, não é? Fiquei mesmo contente por toda a gente me ter saudado com um grande sorriso e perguntado que era de mim. Tomei o meu tempo para dizer olá a todos. O meu dia estava completo só por esta recepção.

Entrei no edifício e apreciei. A AICEP fez algumas remodelações, então estava tudo um pouco diferente. Subi as escadas e a primeira pessoa que vi foi a Valéria, a assistente do boss, igualzinha e sempre com um sorriso na cara. Era a única que estava no momento no escritório. A Carolina estava de férias, o Luís estava no hospital doente, o Carlos estava fora em negócios e a Marianne tinha ido às compras, mas voltaria em breve.

Então, passei as seguintes 5 horas no escritório na conversa com a Valéria e com a Marianne. Tínhamos muito para conversar pois tinha passado muito tempo. Foi muito bom, não tenho palavras para descrever. Foi também altamente ver a cara da Marianne quando lhe dei o molho de francesinha e as castanhas portuguesas.

Mas o tempo estava a passar então eu prometi voltar no meu último dia em São Paulo.

Fui a pé até Pinheiros, uma caminhada que conheço de trás para a frente, e que adoro. Escolhi seguir pela Rua de Pinheiros, onde encontrei tudo exatamente igual. No fim da rua estava o Futurama. Eu entrei para comprar os meus rebuçados de iogurte. O que é triste é que só tinha um pacote, então prometi a mim mesma que iria voltar noutro dia por mais. Entretanto recebi uma mensagem para ir ter com a Maryhelen.

Encontrei-a à porta da Academia de Capoeira. Tudo exactamente igual mas diferente. Subi as tão conhecidas escadas e vi bons amigos. Cumprimentei-os como se nenhum dia tivesse passado sem os ver e juntei-me a eles para comer qualquer coisa no nosso lanchonete preferido, o Rei de Pinheiros. A melhor parte foi ver outra vez o mestre Flávio. Igualzinho, foi mesmo fixe voltar a vê-lo. Depois de alguma conversa finalmente chegou a altura da Capoeira!

Entrei novamente na academia, pus as minhas calças brancas, a minha corda branda, e a minha t-shirt do grupo Senzala de São Paulo e preparei-me para o treino. A hora aproximava-se e todos vieram. Abracei os meus grandes amigos e ri-me como uma maluca, pois sentia-me completamente em casa. Dei também a mota ao Miguel, que adorou. Sinceramente, não preciso de muito para além do sorriso daquela criança para ser feliz.

Jogámos muita capoeira, e dançámos jongo. Estava cansada mas muito feliz de ter decidido vir ao Brasil. E foi isso. Acabei o meu dia numa conversa agradável com a Maryhelen, que me aceitou em casa dela durante aquela semana.

Até breve, continuo com o dia 3.

Ana

Hello! Sorry I’ve been away!

My second day on my second time in Brazil was the one that had the most impact on me, naturally!

I woke up on Mary’s bed thinking that I slept too much. I looked at the time and freaked out! It was 11 o’clock in the morning. I had a surprised lunch to go to and I still had a lot to do. I took a quick bath, put on some pants and a t-shirt, put my things in my backpack and got out of the house.

As soon as I left the house I thought about going back and change clothes again, for it was 30 degrees outside, a lot of heat for someone who just 12 hours earlier was freezing from cold! I didn’t have time anyway, so I picked up my direction paper and went to find a bank and my bus stop. No surprise here, I had no idea where I was, so I had to ask. I didn’t use my Brazilian accent so it took some time for people to understand me. But eventually I found the bank and took some Reais to pay for my bus ride.

I chose the bus that would stop in Avenida Rebouças, the one that I’m very acquainted with. My bus ride was quite surprising. You see the people, the streets, you understand some part of their culture, but I also found how familiar I was with it all. I found myself at home, to be truthful.

I got out of the bus in the crossroad between Avenida Rebouças and Avenida Brazil. For 6 months I passed there every day. What a wonderful feeling. I waited to cross the street and saw an electric panel with the time and became extremely confused. It was marked 10 a.m.. In my clock was noon. Apparently I forgot to change my own clock, and freaked out without any necessity. So, after all, I still had some time before going to my surprise lunch.

I took my usual walk to the Consulate, but turned left a few streets earlier and went to the street where I usually had lunch with my co-workers.

I decided to sit down in a Lanchonete and ask for some good orange juice and a huge pastry! I took my book out, I’m reading Game of Thrones, and took an hour to enjoy my food and my reading.

Around Brazilian noon, I got up and went to the Consulate. What a huge surprise it was. I presented myself at the gate to ask permission to go to AICEP and everybody recognized me. How awesome is this? I was extremely happy that everybody greeted me with a smile and asked how I was. I took the time to say hello to everyone. My day was complete only with this wonderful greeting.

I entered the building and looked around. AICEP made some renovations so everything was a bit different. I climbed the stairs and the first person I saw was Valéria, the boss assistant, exactly the same and always with a smile on her face. She was the only one in the office at that moment. Carolina was vacation, Luís was sick in the hospital, Carlos was away on business, and Marianne was shopping, she would be back very soon.

So, I stayed the next 5 hours in the office just talking with Valéria and Marianne. We had a lot to talk about for too much time had passed. It was great, I don’t have words. It was pretty awesome to see Marianne’s face when I gave her a bottle of Francesinha sauce and Portuguese chestnuts.

But time was running out so I promised to come back on my last day in São Paulo.

I walked to Pinheiros, a walk that I knew back and forward, and that I love. I chose to go through Rua de Pinheiros, all the way to find that everything was exactly the same. On the end of the street was Futurama. I walked in to buy my yogurt candy. Sad thing to say that there was only one package! I bought it and promised to come back for more! Then I received a message from Maryhelen to come and see her.

I found her in front of the academy of Capoeira, where I started. Everything exactly the same, but different, I knew that place very well. I climbed the so known stairs and saw some good friends. I greeted them like as if not one day had passed and joined them to eat something in our favourite Lanchonete, Rei de Pinheiros. But the greatest of all was to see the master Flávio. He is exactly the same, but it was completely fantastic to see him again. We spent some time there talking and them it was finally time for Capoeira!

I walked again on the academy, put my white pants, my white rope, and my t-shit of the Senzala Group of São Paulo, and prepared for some training. The hour approached and everybody came. I hugged my greatest friends and smiled like a crazy person, because I completely felt at home. I also gave Miguel his motorcycle, and he loved it. I sincerely don’t need much besides a smile on that child’s face to be happy.

We played a lot of Capoeira, and danced some jongo. I was tired but extremely happy to come to Brazil again. That’s it. My day ended talking happily with Maryhelen, who kindly accepted me at her home for the week.

See you. I will continue with day 3.

Ana