Dançar no Rio de Janeiro! / Dance in Rio de Janeiro!

Olá Pessoal!

Tal como prometi, vou contar-vos a melhor parte daquele sábado no Rio de Janeiro, no topo do Morro de Santa Teresa.

Depois do almoço, encontrámo-nos com o resto do pessoal numa espécie de palestra sobre capoeira. Os que se iriam tornar mestres naquele dia mais tarde, deram o seu discurso e receberam as suas honras.

Depois da palestra, levantámo-nos, e alguém gritou: “Vamos dançar Galera!”

Mesmo no centro da sala alguns capoeiristas mais velhos reuniram os atabaques, pandeiros e microphones e começaram a tocar.

A sala estava cheia de pessoas, novos e velhos, cordas brancas, amarelas, roxas, castanhas, vermelhas, etc, e todos dançavam ao som daquela música.

A primeira dança foi o Coco! Foi a primeirra vez que ouvi ou vi a dança do Coco, então aprendi-a ali mesmo, e tudo o resto foi improvisação. Não gozem comigo, por favor, mas aquela dança só me fazia lembrar uma coisa, e chama-se “O Vira”. Então, o que fiz foi basicamente dançar durante uma meia hora a dança tradicional portuguesa, num ritmo de capoeira brasileiro.

Mas também foi muito divertido ver as meninas holandesas a tentar dançar o Coco. Que terrível foi, mas uma verdadeira surpresa com passos do Michael Jackson!

E depois foi a vez do Jongo. Só dancei esta dança uma vez, mas foi suficiente para a adorar. Voltas e voltas, e boas vibrações rítmicas. Só não sabia de um pequeno pormenor, que estragou o meu entusiasmo: O Jongo do Rio de Janeiro é diferente do de São Paulo. Mais lento e mais simples. Que pena! Mesmo assim foi divertido, porque aprendi passos novos e tive o prazer de ver o Contra Mestre Kinho a dançar. Ele não fazia ideia do que estava a fazer, e apesar das minhas tentativas de lhe explicar, ele não estava a conseguir. E tenho gravado. Posso dizer-vos que ele parece muito feliz naquele video!

E ainda tivemos tempo para mais uma: o samba de roda!

A energia foi altamente nas primeiras danças, mas quando o samba começou, uau, até os deuses dançaram. Todos a bater palmas e a cantar as letras. Eu não sabia as letras, infelizmente, mas a improvisação nestes casos é sempre uma boa opção. Os meus pés ganharam vida própria e começaram a dançar como se soubessem exactamente o que estavam a fazer. Estava satisfeita em dançar à volta do círculo, mas a Taty fez com que eu fosse parar ao centro e, de repente, estou a dançar com um capoeirista, a mexer a anca e a sentir-me como se fosse uma pro do samba. Foi altamente.

Não faço ideia quanto tempo ficámos ali a dançar, mas lá acabou, e fomos todos para fora do edifício para nos juntarmos à roda de capoeira, onde os cordas vermelhas estavam a jogar. Esta roda era especial, pois era onde os novos mestres iam receber a corda vermelha, e iriam jogar com os outros mestres. Foi super excitante. Homens feitos a chorar de emoção, e a felicidade era contagiante.

A roda durou umas duas horas e passámos o resto do tempo a tirar fotografias, na conversa, e simplesmente a recordar aquele dia.

Mas a noite não acabou ali. Voltámos ao hostel para tomar banho e mudar de roupa, e fomos para a Lapa para dançar mais samba. Eu lá dancei outra vez, no meio da rua, e devo confessar que naquele momento me senti como uma verdadeira brasileira. E foi isso.

No próximo post conto-vos a aventura que foi voltar para São Paulo.

Até breve.

Ana

Hi guys!

As I promised, let’s talk about the best part of that Saturday in Rio de Janeiro, in the top of Santa Teresa Hill.

After lunch, we met everybody in some kind of lecture about capoeira. The ones that would become a master later that day, gave their speech, and received their honours.

After that, everybody got up, and someone screamed: “Let’s dance people!”

Right in the centre of the room, some of the older capoeiristas put some atabaques, pandeiros, and microphones and they started playing.

The room was filled with people, young and old, white ropes, yellow ropes, purple ropes, brown ropes, red ropes, etc, everybody dancing to that single music.

The first dance was the Coco! It was the first time that I’ve ever heard or saw the Coco Dance, so I learned it right there, as the rest was all about improvisation. Please don’t laugh at me, but I can relate that dance to one thing, and it’s called “O Vira”. So, what can I basically tell you is that, for about half an hour, I danced a traditional Portuguese dance, in a Brazilian capoeira rhythm.

It was also extremely fun, watching Dutch girls trying to dance Coco. Terrible Coco dance, but very cool Michael Jackson treat for us!

Then it was time for Jongo. I only danced this dance just one time, but was quite sufficient for me to love it. Turns and turns, and good rhythm vibes. Just one thing that I didn’t know, and spoiled my excitement: Rio de Janeiro Jongo is different from the São Paulo Jongo. Slower and simple. A shame! Still it was fun, because I learned new steps, and had the enjoyment of watching Counter Master Kinho dancing. We had no idea of what he was doing, and despite my tries to explain it to him, he just couldn’t do it. I have it recorded. I can tell you that he looks extremely happy in that video!

Later it was time for something more: samba de roda!

The energy was pretty awesome in the first two dances, but when samba started, uou, even the gods were dancing with us. Everybody was clapping and singing the lyrics. I didn’t know the lyrics, sadly, but improvisation on these cases is always a good option.

My feet gained life of their own and started dancing like they knew exactly what they were doing. I was pretty satisfied in dancing around the circle, but Taty made me enter in the circle, and all of sudden, I’m dancing with a capoeira mate, moving my hips and feeling like a samba pro. It was awesome.

I have no idea how long we stayed there dancing, but eventually it was over, and everybody stepped outside to join the circle of capoeira, where the red ropes were playing. That circle was special, it was the circle where the new masters would receive their red rope, and would play with the other masters. It was quite exciting. Grown men were crying of strong emotions, and happiness was contagious.

That circle took about two hours and then we spent the rest of the time taking pictures, talking, and just remembering that awesome day.

But the night wasn’t over. We got back to the hostel to take a bath and change clothes, and then we went to Lapa to dance more Samba. I danced samba again, in the middle of the street, and I must confess that during that time I felt like a real Brazilian native.

And that’s it.

In the next post I will tell you about the adventure of returning to São Paulo.

I’ll see you.

Ana

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anavingada

I'm dreamer and a writer. Changing the world is my greatest ambition. I studied International Relations and I love everything related to the environment and animal species. I never miss a chance to travel feel the adrenaline of trying on new things. Dancing is my hobby and Capoeira is my passion. Chocolate and movies are my addictions. Life is a challenge! "Laughter is timeless, imagination has no age, and dreams are forever." Walt Disney

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