Bem vindos à Liberdade / Welcome to Liberty

Olá Pessoal! Há quanto tempo!

Peço desculpa pela minha ausência. O pensamento positivo é que quer dizer que tenho estado ocupada e a aproveitar o meu tempo o melhor possível.
Prometi que depois de tão vigorosa descrição do Rio de Janeiro, que iria falar de São Paulo, pois afinal é onde passo a maior parte do tempo.
Então deixem-me contar onde fui este fim de semana: virei japonesa por alguma horas.

Adoro explorar novas culturas, é uma certeza, e este fim de semana foi a oportunidade ideal porque, apesar de estar no Brasil, o Japão está vivo na vizinhança.
Deixem-me apresentar-vos a região da Liberdade.

Eu e a Bea – sempre as duas – ouvimos falar do bairro Japonês pelos nossos colegas de casa. Falaram de uns temakis maravilhosos e da loucura das ruas. Ficámos curiosas e decidimos aventurarmo-nos na região do centro.

O centro de São Paulo, apesar de ser fascinante, é muito perigoso, e ninguém se deve aventurar lá sozinho, principalmente depois do pôr-do-sol. Irei falar um pouco desta parte da cidade num outro dia.
Então, apanhámos a linha amarela do metro até à estação da Luz, e depois mudámos para a linha azul, em direcção a Jabaquara (não é mesmo fixe este nome?), e saímos na Liberdade.

Eu já tive o imenso prazer de andar nas ruas de Chinatown em Nova York e, deixem-me dizer-vos, a Liberdade é tão altamente como a primeira, só que mais pequena. É um mundo totalmente diferente. Num momento estou numa rua normal de São Paulo, e no outro estou no meio da confusão, em tons de vermelho.

Não demorou muito tempo para nos habituarmos ao ambiente. Começámos imediatamente à procura de um lugar para almoçar. Eram 13h30 e estávamos com fome, e vocês já sabem. Quando eu e a Bea temos fome, ficamos resmungonas, então temos de comer!

Procurámos uma rua chamada Galvão Bueno, pois tínhamos um restaurante recomendado. Quando vimos o que era ficámos logo entusiasmadas. Imaginem uma portão vermelho aberto, estilo japonês, cheio de vendedores de rua à volta e, lá dentro um pequeno lago cheio de peixes koi (Acabei de perguntar à Bea o nome daqueles peixes brancos e laranjas bonitos). Mas não é a melhor: o cheiro de maravilhosos pastéis acabados de sair da fritadeira.
“Oh meu deus! Definitivamente podemos comer aqui! Pastéis por toda a parte, ninguém se pode queixar de gordura!”

Entrámos. O jardim, árvores no meio do cimento da cidade, era o local do restaurante. Não tinha qualquer estrutura. Era composto de mesas e cadeiras aleatoriamente colocadas no jardim, e à volta balcões com comida a ser cozinhada. Escolhemos de um menu que alguém nos deu, e pagámos uma quantia pequena pela quantidade de comida que pedimos. Sentámo-nos numa mesa improvisada de plástico e comemos. Não é de todo necessário dizer que comemos pastéis. A Bea comeu um Temaki, já que adora sushi, e eu comi tempura com vegetais. Não faço mínima ideia do que é tempura, mas é bom!

Os nossos estômagos estava cheios e satisfeitos, então decidimos ir explorar as ruas. Foi bastante interessante, pois as ruas estavam cheias de vendedores de rua, mesmo em frente às lojas, e tínhamos de andar a olhar para baixo para não pisarmos nada. Fomos sempre em frente para longe da confusão e pensámos: “E agora o que vamos fazer?”

Alguma luz apareceu no céu, pois a Bea lembrou-se de que algures por ali existe o Museu da Imigração Japonesa para o Brasil. Demos 5 ou 6 passos e encontrámos o que queríamos. Não é um museu qualquer: é um edifício de cultura Japonesa. O museu ocupa três andares, e todos os outros são preenchidos com grupos de anime, locais para os jovens, escola de línguas. Altamente!
O museu em si é bastante impressionante. Muito bem documentado, bem organizado e divertido. Até encontrámos o primeiro modelo de Havaianas num velho uniforme!

A melhor parte é que tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura Japonesa no Brasil. É mais importante para a economia local e cultura do que pensamos. A maior parte das empresas e indústrias começaram com as famílias japonesas, mas a cultura parece que se perdeu no meio do Brasil, devido aos casamentos interraciais. De repente, o Brasil e o Japão vivem harmoniosamente no mesmo local. Eu estudei Relações Internacionais, o aspecto social, e tenho de dizer que o que aprendi naquele museu foi muito bom.

A Liberdade é o que é, e eu recomendo.

Até breve

Ana

Hi Guys! It’s been too long!
Please allow me to apologise for my absence. But think positively, it means I’ve been extremely occupied and that I’m taking my time as best as I can.
I promised that after such a vigorous description of Rio de Janeiro, I would talk about São Paulo. After all, it’s where I spent most of my time.
So today I will tell you about this past weekend: I decided to go Japanese for a few hours.

I love to explore different cultures, that’s true, and this weekend was the perfect opportunity, because, even though it happened in Brazil, Japan was alive in a neighbourhood.
Let me present you the Liberty region, or Liberdade.

Bea and I, always the two of us, I’ve heard about the Japanese neighbourhood from our house mates. They told us about some amazing temakis and craziness all around the streets. We got curious and decided to adventure ourselves into the centre again.

The centre of São Paulo, despite all its fascination, it’s a very dangerous place, and no one should adventure there alone, particularly after sundown. I might tell you about this particularly part of town some other day.
Anyway, we took the yellow line of the metro to the station Luz, and then changed to the blue line, direction Jabaquara (how awesome is this name?!), and got out in Liberdade.

I’ve had the immense privilege of walking down the streets of Chinatown in New York, and let me tell you, Liberdade is so awesome as the first, only smaller. It’s a different world! One second you are in a normal street of São Paulo, and the other you are in the middle of a huge confusion, in tones of red.

We didn’t take a lot of time to get the hang of it, and immediately started looking for a place to lunch. It was 13h30 and we were hungry, and as you already know, When Bea and I are hungry, we get grumpy, so we have to eat!

We searched for a street called Galvão Bueno, for we had a recommended restaurant. When we saw what it was we got very excited. Imagine an open red gate, Japanese style, street traders all around it, and inside a small pond full of koi fish (I’ve just asked Bea the name of those white and orange cute fishes). But that’s not the best part: the smell of wonderful, just out of the fryer, pastries of cheese, pizza, meat, etc!
“Oh My god! We definitely can eat here! Pastries all the way, nobody wants to know about fat with pastries!”
We went inside. The garden, trees in the middle of the concrete of the city, was the spot for the restaurant. But there was no structure or anything. There were random tables and chairs scattered all around the garden with no organization at all, and balconies of food being cooked. We chose from a menu that somebody gave us, and payed a very small price for so much food. Then, we jumped from balcony to balcony to fetch what we ordered. We sat down in an improvised table of plastic and ate, ate, ate. It’s barely necessary to say that we ate a huge pastry! Bea ate a temaki, for she loves sushi, and I ate tempura and vegetables. I have no idea of what is tempura, but it was good!

Our stomachs were full and satisfied and we decided to explore the street a bit more. It was very interesting, because it was full of street traders, right in front of the shops, and we had to walk most of the time with our heads down, to not step into anything.
We went straight ahead until the confusion disappeared and thought: “Now what are we going to do?”
Some light came out of the sky, because Bea remembered that somewhere around there exists the museum of the Japanese immigration to Brazil. Well, we only took about 5 or 6 steps until we found it. But it was no ordinary museum: it was in a building of Japanese culture. The museum occupied three floors, and the other ones were filled with groups of anime, with places for the young ones, language schools. Awesome!
The museum itself was quite impressive, I must say. Very well documented, well organized, and fun. We even found the first model of Havaianas there, in an old uniform.

The best part is that we got to know a bit more about the Japanese culture in Brazil. It is more important to the local economy and culture than everybody thinks, believe me. Most of the companies and industries started with Japanese families, but the culture got lost in the middle of Brazil, because of interracial weddings. And all of sudden, Brazil and Japan live in the same place harmoniously. I studied International Relations, the social aspect of the whole thing, and I must tell you that all that I’ve learned in that museum made me very happy!

Liberdade is what it is, and I recommend.

I’ll see you guys soon.

Ana

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Published by

anavingada

I'm dreamer and a writer. Changing the world is my greatest ambition. I studied International Relations and I love everything related to the environment and animal species. I never miss a chance to travel feel the adrenaline of trying on new things. Dancing is my hobby and Capoeira is my passion. Chocolate and movies are my addictions. Life is a challenge! "Laughter is timeless, imagination has no age, and dreams are forever." Walt Disney

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